Mitos e verdades sobre o chocolate. O produto pode ser especialmente prejudicial à pele?

  Mitos e verdades sobre o chocolate. O produto pode ser especialmente prejudicial à pele?


três médicos explicam

 Foto: Leticia Akemi


É chegada a época do ano em que aumenta muito o consumo de chocolates.  Essa delícia faz parte do ritual do almoço de Páscoa e crianças e adultos se deliciam com muitos chocolates nesse período, inclusive durante as semanas após a data. 

Muitas pessoas têm dúvidas se o chocolate, afinal, faz bem ou mal à saúde  “O cacau é um potente antioxidante, muito rico em polifenóis, que ajudam a prevenir o envelhecimento. Portanto, não é ele o responsável pelos malefícios, mas sim o leite e a gordura saturada que são adicionados a ele no preparo do produto final”, explica a dermatologista Dra. Ana Paula Fucci, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e Academia Européia de Dermatologia (EADV).

Segundo a médica, o chocolate ao leite e o chocolate branco devem ser evitados, “pois tem alto índice glicêmico, ou seja, faz o açúcar no sangue subir rapidamente, ocorrendo um pico na liberação de insulina, para compensar. Esse mecanismo causa o aumento da produção de sebo e da oleosidade da pele, que pode levar ao desenvolvimento ou a piora da acne. Além disso, esse alto teor de açúcar nas células danifica o colágeno e a elastina,  provocando envelhecimento, rugas e flacidez. Chama-se glicação”, detalha Dra. Ana Paula.  

O chocolate pode também ser usado como um aliado da beleza, pois tem um grande  poder de hidratação, “daí o uso das máscaras de chocolate, que podem ser indicadas para peles muito secas ou fotoenvelhecidas”, destaca a dermatologista Dra Ana Paula Fucci.  

A dermatologista Dra. Luciana de Abreu, da clínica Dr. André Braz (RJ) explica que existe o peeling  de chocolate.  “Ao ser aplicado sobre a pele, aumenta a circulação sanguínea, melhorando a nutrição e hidratação das células. Indicações para o peeling de chocolate: melasma, manchas hipercrômicas superficiais de diversas etiologias, manchas causadas pelo fotoenvelhecimento, pele flácida e seqüelas de acne.”    

A médica alerta sobre o que pode ser inadequado para a pele.  “Não recomento usar o chocolate puro comestível na pele por conter graus variados de manteiga de cacau, que pode ser inadequado para peles oleosas”, detalha Dra. Luciana de Abreu.  

O médico Dr. Franklin Veríssimo, que atua com medicina estética em Fortaleza (CE), também destaca os benefícios do cacau para nosso organismo.  “O cacau é um rico antioxidante e o chocolate amargo tem também polifenóis que combatem os radicais livres. Para aproveitar os benefícios do produto para a pele, cabelos e até mesmo unhas é necessário apreciá-lo com moderação, já que é um alimento calórico, rico em gordura e açúcar.  Em doses moderadas e dando preferência ao chocolate amargo, o produto é bom para a pele, pois o chocolate possui  antioxidantes, gorduras boas, vitaminas e minerais”, explica Dr. Franklin.  

Os polifenóis possuem fortes propriedades antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres. “Uma das fontes ricas em polifenóis é o chocolate amargo (70% de cacau). O chocolate amargo é um excelente antioxidante”, explica Dr. Franklin.  


Fontes
1- Dra. Ana Paula Fucci

Dermatologista formada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense(UFF).

Residência em Clinica Médica na UFF e Dermatologia na UFRJ.

Título de especialista em Dermatologia (RQE: 19876) - (em 1.996 - 24 anos de experiência).

Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e Academia Européia de Dermatologia (EADV).

Professora convidada do ambulatório de Dermatologia Estética (Cosmiatria) do Serviço de Dermatologia da UFRJ de 2012 a 2016

Professora em curso extensivo de Cosmiatria, para dermatologistas e cirurgiões plásticos, desde 2017.



2- Dra. Luciana de Abreu(dermatologista da clínica Dr André Braz) - Dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia ; Mestrado pela UFRJ (ênfase em melasma). É membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e membro da American Academy of Dermatology.



3- Dr. Franklin Verissimo Oliveira

CRM-CE 10920 

Médico.  Formação em Medicina Estética 

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará-CE

Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pela Universidade Estadual do Ceará-CE

Especialista e pós-graduado em Medicina RM Estética pelo Instituto BWS-SP

Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pelo Hospital Albert Einstein-SP.




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