Ano de Eleição, Ano dos Marqueteiros

  Ano de Eleição, Ano dos Marqueteiros

 Foto Marcos Gaspar


Em ano de eleições (2022) no Brasil, são feitas inúmeras promessas de melhorias. Os políticos têm planos para melhoria da educação, saúde, moradia, combate à corrupção, lazer. Eles falam o que a população quer ouvir. O que a população precisa ouvir.  

Após a eleição, o discurso torna-se exatamente isso: um mero discurso. Sem força vinculante, sem efetividade prática, sem interesse em garantir o cumprimento do que foi expressamente prometido.  

Nesse discurso, inúmeras são as estratégias utilizadas pelos candidatos para ganhar apoio da população. Tocam no ponto fraco, nas necessidades emergentes, nas lacunas e nas falhas do sistema. Prometem. Mas não cumprem. São utilizadas estratégias de marketing para ludibriar a população brasileira. As campanhas políticas tornam-se palcos. É verdadeiramente um show. E de comédia. Ou drama. Às vezes, os dois.  

A ignorância e a falta de conhecimento da população brasileira leva, muitas vezes, a optar por escolhas equivocadas, deixando-se levar exclusivamente pelo discurso marqueteiro dos candidatos. Não são considerados outros fatores, como o histórico do candidato na política, as ideologias pessoais e suas prioridades. 

O marketing é o fator determinante para a escolha de candidatos. Vence quem tiver a melhor campanha e melhor estratégia de comunicação. Será eleito o candidato que melhor empregar o marketing a seu favor. Não escolhemos representantes, escolhemos marqueteiros.   



Por Thiago de Moraes  

Jornalista  

MTB 0091632/SP 

Foto Marcos Gaspar

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